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Relatório federal aponta redução da pobreza e geração de empregos formais no Acre em 2025

Um relatório divulgado pelo governo federal em 29 de dezembro de 2025 aponta que 38,6 mil pessoas saíram da pobreza no Acre ao longo do ano, ao mesmo tempo em que foram gerados 17 mil empregos formais no estado, como resultado de ações articuladas entre a União, o governo estadual e os municípios. O documento integra uma série de balanços estaduais que apresentam indicadores sociais, econômicos e setoriais relacionados às políticas públicas executadas no período.

De acordo com os dados, o Acre recebeu R$ 9,9 bilhões em transferências federais para compor o orçamento do governo estadual e das prefeituras, valor 29% superior ao repassado em 2022. O relatório aponta que os recursos foram direcionados a áreas como saúde, educação, assistência social, infraestrutura e desenvolvimento regional, com impacto direto sobre indicadores de renda, acesso a serviços públicos e formalização do trabalho.

Na área social, o documento informa que atualmente 122 mil famílias acreanas são atendidas pelo Bolsa Família. O programa Pé-de-Meia beneficiou 29 mil adolescentes no estado, com foco na permanência escolar. No mesmo período, 20 mil pessoas renegociaram dívidas por meio do programa Desenrola, e a estimativa do governo federal é de que 42 mil contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil sejam alcançados pela política de isenção do Imposto de Renda.

Os dados também apresentam investimentos na saúde pública. Foram destinados R$ 17,7 milhões ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e à retomada do programa Farmácia Popular, que voltou a ofertar medicamentos gratuitos e fraldas geriátricas. Em 2025, 12,2 mil pessoas foram atendidas pelo programa no estado. O relatório registra ainda a atuação de quase 250 profissionais do Mais Médicos no Acre, além da realização de 27,5 mil atendimentos de pré-natal pelo Sistema Único de Saúde e 128 mil exames de prevenção e combate ao câncer em dois anos e meio.

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Na educação, o levantamento aponta investimento de R$ 26,6 milhões para garantir a alimentação escolar de 248 mil alunos da rede pública. O estado deverá receber 102 novos empreendimentos educacionais viabilizados pelo Novo PAC, incluindo a instalação de um Instituto Federal. Na cultura, a Lei Paulo Gustavo e a Política Nacional Aldir Blanc asseguraram R$ 58,8 milhões para trabalhadores e artistas acreanos.

O relatório também destaca ações voltadas ao desenvolvimento regional. Até 2027, a previsão é de que três mil famílias sejam atendidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida no Acre. Além disso, R$ 3 bilhões em crédito rural estão sendo destinados para fortalecer a agricultura familiar e o agronegócio. Com o Novo PAC, o investimento previsto para o estado é de R$ 5,7 bilhões, com a execução de cerca de 250 empreendimentos até 2030 nas áreas de saúde, educação, cultura, sustentabilidade, transporte e infraestrutura.

Ao comentar os números, o governador Gladson Camelí afirmou que os resultados refletem a atuação conjunta entre diferentes esferas de governo. “Sempre digo que não se governa sozinho. É preciso contar com o apoio da nossa bancada, do governo federal, dos prefeitos e de todos aqueles que assumem o compromisso político e social de transformar a realidade do Acre”, declarou. Segundo ele, os indicadores estão relacionados à aplicação dos recursos públicos e à coordenação das ações. “Não adianta ter o recurso e não saber aplicar. Nossa intenção é unir forças e governar com responsabilidade”, afirmou.

O documento aponta que a combinação entre políticas de transferência de renda, ampliação do acesso a serviços públicos, investimentos em infraestrutura e estímulo ao emprego formal contribuiu para a redução da pobreza e da desigualdade social no Acre em 2025, conforme os indicadores consolidados no relatório federal.

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