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Economia e Industria

Acre contrata R$ 120 milhões no BNDES e aposta em energia solar e obras ambientais em Rio Branco

O governo do Acre fechou uma operação de R$ 120 milhões com o BNDES para financiar projetos de energia limpa, requalificação urbana e fortalecimento da bioeconomia, em uma estratégia que combina redução de custos na máquina pública com investimentos em infraestrutura ambiental. A contratação foi anunciada nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026, como parte de uma agenda que mira, ao mesmo tempo, serviços mais eficientes e ações de adaptação às mudanças climáticas.

Uma das frentes do pacote é a instalação de usinas fotovoltaicas em prédios públicos, com a meta de ampliar o uso de energia solar e aliviar despesas recorrentes com eletricidade. Outra parte concentra os maiores valores em intervenções urbanas e ambientais em Rio Branco, com obras voltadas à recuperação e à requalificação de áreas associadas a alagamentos e degradação, incluindo a revitalização da bacia do Igarapé São Francisco e a implantação do Jardim Botânico Irineu Serra, em um conjunto de ações desenhado para ampliar áreas verdes, reorganizar espaços e melhorar a drenagem.

No eixo da bioeconomia, o pacote prevê a implantação de viveiros públicos para produção de mudas nativas e frutíferas, com foco em recomposição vegetal e apoio a cadeias produtivas sustentáveis. O portfólio inclui ainda o Centro de Artesanato e Turismo do Acre, voltado a impulsionar a economia criativa e ampliar a oferta de produtos e serviços ligados ao turismo e à cultura.

Ao apresentar a operação, o secretário de Planejamento, Ricardo Brandão, disse que o crédito reforça a estratégia do estado de combinar desenvolvimento e sustentabilidade. “A contratação desta operação de crédito junto ao Programa Fundo Clima e ao BNDES Invest Impacto reafirma o compromisso do governo com o fortalecimento das políticas públicas de geração de emprego e renda, com eficiência da gestão pública e com a sustentabilidade ambiental, ao promover desenvolvimento socioeconômico sustentável, inclusivo e com justiça climática”, afirmou.

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Com a liberação dos recursos e a execução dos projetos ao longo dos próximos anos, o governo aposta em efeitos práticos que vão do corte de gastos operacionais com energia ao avanço de obras estruturantes em Rio Branco, além do estímulo a atividades econômicas de base florestal e urbana, em um momento em que estados amazônicos tentam ampliar a capacidade de investimento sem deslocar a pauta climática para segundo plano.