A Agência Nacional de Vigilância Sanitária manteve a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes de fabricação final 1. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, pela diretoria colegiada da agência, após análise de recurso apresentado pela fabricante.
A medida atinge itens produzidos na unidade da Química Amparo, em Amparo, no interior de São Paulo. A suspensão inicial havia sido determinada em 7 de maio, depois de uma inspeção apontar falhas em etapas críticas do processo de produção, além de problemas nos sistemas de garantia e de controle de qualidade da fábrica.
A Anvisa decidiu manter a proibição sobre os produtos, mas suspendeu, por enquanto, a exigência de recolhimento imediato dos itens. Essa etapa ficará paralisada até a conclusão da análise de uma proposta apresentada pela empresa.
A fiscalização identificou 76 irregularidades na unidade industrial e apontou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes. O microrganismo é resistente a antibióticos e pode causar infecções urinárias e respiratórias, sobretudo em pessoas imunocomprometidas ou com doenças pulmonares crônicas.
A Ypê informou que os produtos afetados não serão recolhidos neste momento e orientou consumidores a guardar os itens até a emissão de novos laudos por laboratórios independentes. A empresa afirmou que seguirá atendendo quem optar por troca ou ressarcimento e disse que os produtos são seguros com base em seus controles internos.
A fabricante também informou que executa um investimento de R$ 130 milhões para adequar a operação às exigências acertadas com a Anvisa. O mérito do recurso ainda será examinado em nova etapa do processo.