O crescimento de 14,3% no abate de bovinos no Acre em 2025, com 644.196 cabeças, foi puxado pela expansão da produção formal e pelo reforço da fiscalização sanitária que sustenta a abertura de mercados fora do país. O volume superou o resultado de 2024, quando o estado registrou 563.599 animais abatidos, e ficou acima da média nacional no mesmo intervalo.
A contagem inclui apenas abates em estabelecimentos sob inspeção federal, estadual ou municipal, recorte que mede a capacidade do setor de operar dentro das exigências sanitárias e de rastreabilidade. Nesse cenário, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) passou a centralizar o discurso de que o avanço do agronegócio depende de controle na origem e garantia de qualidade até o consumo. “O leite, o queijo, a carne que chegam à mesa das famílias passam por processos de fiscalização e controle que muitas vezes não são percebidos, mas são fundamentais para a segurança alimentar”, afirmou o presidente do Idaf, José Francisco Thum.
A estratégia, segundo o instituto, dialoga com a presença do Acre em mercados externos: o estado informou ter exportação de carne e derivados para 12 países, além de embarques de soja e avanço na produção de milho. A combinação entre produção crescente e exigências internacionais reforça a necessidade de estrutura operacional no interior, onde se concentra parte significativa da cadeia pecuária e de derivados.
Como parte desse movimento, o Idaf informou que conclui reformas e ampliações de escritórios em Rodrigues Alves e Porto Walter e executa melhorias na sede em Rio Branco, com outras unidades previstas para receber intervenções. A ampliação da rede física busca acelerar atendimento ao produtor, ações de vigilância e rotinas de inspeção, pontos que tendem a ganhar peso à medida que o volume abatido aumenta e o estado tenta ampliar presença no comércio exterior.
Os dados de 2025 também trouxeram outros indicadores da produção formal. A produção anual de ovos subiu 10,5% e chegou a 8.832 dúzias, acima das 7.994 dúzias de 2024. No segmento de lácteos, o volume de leite adquirido totalizou 10.986 litros, enquanto o leite industrializado somou 10.986 mil litros, números que integram o mesmo levantamento anual do setor.
Com o abate acima de 644 mil cabeças e a meta de manter mercados abertos, o desafio do setor em 2026 passa por ampliar capacidade logística e manter a regularidade da fiscalização, especialmente nas rotas de produção no interior, onde a estrutura de inspeção e a velocidade de atendimento podem definir o fôlego da expansão.