O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, afirmou nesta sexta-feira, 24 de abril, que a prefeitura trabalha com prazo de 30 a 60 dias para normalizar o transporte coletivo após a paralisação total dos ônibus na quarta-feira, 22. A gestão decretou situação de emergência no sistema por 60 dias e não descartou substituir a Ricco Transportes por outra empresa em caráter emergencial.
Os ônibus voltaram a circular na quinta-feira, 23, após acordo para pagamento de salários e benefícios dos motoristas, mas a prefeitura manteve o decreto para evitar nova interrupção do serviço. A medida autoriza a RBTrans a adotar providências imediatas, inclusive contratação emergencial e transferência temporária de linhas caso a atual operadora volte a suspender a operação.
“Dentro do decreto emergencial, algumas ações podem acontecer, desde uma nova empresa, de forma emergencial, estar assumindo”, disse Bestene. O prefeito também afirmou que a gestão mantém diálogo com a Ricco Transportes e com os sindicatos, mas poderá tomar medidas para substituir a empresa se houver descumprimento das obrigações.
A prefeitura criou um grupo técnico para montar um edital emergencial e recalcular a planilha do sistema. A proposta é manter a tarifa em R$ 3,50 e definir custos com idade da frota, passageiros por quilômetro rodado, combustível e subsídio. Na quinta-feira, Bestene esteve no Terminal Urbano, pediu desculpas à população pelo transtorno e disse que o município não se exime da responsabilidade.
A crise ocorre em um sistema operado por contratos emergenciais desde 2022. A licitação definitiva ainda depende de ajustes técnicos. Até lá, o decreto de emergência será usado para manter os ônibus em circulação e abrir caminho para uma troca temporária de operadora caso o serviço volte a parar.