O Pix ganhou espaço nos bares e restaurantes brasileiros e passou a responder por 20,5% das vendas presenciais em 2026. Dois anos antes, a participação era de 16,5%. O crescimento foi maior entre pequenos negócios, estabelecimentos de alimentação rápida e empresas das regiões Norte e Nordeste.
A mudança ocorre enquanto os cartões ainda concentram a maior parte das transações do setor. O cartão de crédito lidera, com 41,5% dos pagamentos, seguido pelo débito, com 25,1%. O dinheiro em espécie caiu para 8,3%, enquanto os vouchers representam 4,6%. Os cheques ficaram abaixo de 1%.
Os números fazem parte de uma pesquisa realizada com 2.109 estabelecimentos comerciais. Na sondagem anterior sobre meios de pagamento, feita em 2024 com 1.466 comerciantes, o Pix representava 16,5% das vendas.
Entre os negócios com faturamento anual de até R$ 130 mil, o Pix alcança 30,4% das vendas feitas em salão e balcão. A participação fica em 22,6% nas empresas que faturam entre R$ 130 mil e R$ 360 mil por ano.
Nos estabelecimentos com receita anual entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão, o percentual chega a 24%. Entre empresas que faturam mais de R$ 1 milhão por ano, a participação varia de 14,9% a 17,5%.
A forma de atendimento também influencia o uso. O Pix representa 24,6% dos pagamentos em negócios de alimentação rápida e 21% nos restaurantes especializados. Nos bares e casas noturnas, chega a 19,9%, enquanto nos restaurantes de refeições completas corresponde a 17% das vendas.
O Norte registra a maior presença do Pix entre as regiões brasileiras. O sistema responde por 29,8% dos pagamentos em bares e restaurantes, acima dos 25,5% registrados anteriormente. O percentual também supera o uso do cartão de débito na região, de 24,5%.
No Nordeste, o Pix representa 24,2% das vendas, também acima do débito, que aparece com 23,4%. Nas demais regiões, a transferência instantânea ocupa a terceira posição entre os meios de pagamento: 18,1% no Sudeste, 17,9% no Centro-Oeste e 16,5% no Sul.
O dinheiro em espécie representa menos de 11% das vendas em todas as regiões. A redução acompanha o avanço dos pagamentos digitais e a maior utilização de ferramentas eletrônicas no atendimento ao consumidor e na gestão dos estabelecimentos.
Além das transferências feitas diretamente no caixa, o Pix também passou a integrar soluções para pedidos digitais, programas de fidelidade e outras ferramentas usadas por bares e restaurantes para organizar pagamentos e fluxo de caixa.