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Economia e Industria

Selic cai para 14%, mas entidades consideram corte insuficiente

O corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros foi considerado insuficiente por entidades da indústria nesta quarta-feira, 5 de agosto. O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano, mas representantes do setor produtivo afirmam que o crédito continuará caro, com efeitos sobre investimentos, produção, emprego e renda das famílias.

A decisão foi unânime e marcou a quarta redução consecutiva desde março. Mesmo com o novo corte, a Selic permanece em nível elevado e mantém a política monetária restritiva. O Banco Central informou que os próximos passos dependerão da evolução da inflação, da atividade econômica e das expectativas do mercado.

A Confederação Nacional da Indústria avaliou que a redução foi correta, mas pequena diante das dificuldades enfrentadas pelas empresas. A entidade calcula que a Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa de 10,4% estimada pela Regra de Taylor, método usado para avaliar um nível de juros capaz de controlar a inflação sem prejudicar o crescimento.

A CNI também afirmou que os juros permanecem em patamar restritivo há 55 meses. Para a confederação, o custo elevado do crédito dificulta a expansão da indústria, reduz a capacidade de investimento das empresas e aumenta a pressão sobre famílias endividadas.

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A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais classificou o corte como positivo, mas insuficiente para reduzir os efeitos dos juros sobre a atividade produtiva. A entidade defendeu maior equilíbrio das contas públicas e coordenação entre as políticas fiscal e monetária para permitir uma trajetória mais consistente de redução da Selic.

Outras representações industriais também apontaram que a taxa de 14% mantém financiamentos caros e limita projetos de modernização e aumento da produção. O setor cobra cortes mais intensos, desde que preservado o controle da inflação.

O Banco Central reduziu sua projeção de inflação para 2026 de 5,2% para 5,1%. Para 2027, a estimativa passou de 3,7% para 3,8%. A meta oficial é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Apesar da melhora recente de alguns indicadores de preços e da desaceleração da atividade econômica, o Copom evitou antecipar a decisão da próxima reunião. O mercado acompanha agora a possibilidade de um novo corte em setembro, que dependerá dos dados divulgados nas próximas semanas.

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