O Acre já registrou sete mortes de bebês por síndrome respiratória aguda grave em 2026, em um cenário de avanço das infecções respiratórias no estado. Com a inclusão dos casos classificados como SRAG não especificada, o total de óbitos no ano chegou a 21, segundo os dados mais recentes do monitoramento da doença.
As sete mortes atingiram crianças menores de 2 anos. Entre elas, duas foram associadas ao vírus sincicial respiratório, quatro ao rinovírus e uma ao metapneumovírus. Considerando apenas os casos com agente identificado, o estado soma 11 mortes por SRAG neste ano.
Nesse grupo, além dos bebês, houve um óbito entre crianças de 2 a 4 anos, dois entre pessoas de 15 a 49 anos e um entre pacientes de 50 a 64 anos. O rinovírus aparece em cinco mortes, o vírus sincicial respiratório em três, o metapneumovírus em dois e a Influenza A em um caso.
O agravamento acompanha a alta das notificações no estado. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 17, o Acre passou de 797 para 1.117 registros, aumento de 40% em relação ao mesmo intervalo de 2025. As internações cresceram principalmente entre crianças de até 9 anos e idosos acima de 60, com maior concentração em março.
Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Feijó e Marechal Thaumaturgo estão entre os municípios com maior pressão sobre a rede de atendimento. A circulação simultânea de vírus respiratórios tem ampliado o número de casos graves e acendido o alerta para os grupos de maior risco.
A recomendação das autoridades de saúde é reforçar a vacinação dos públicos prioritários e buscar atendimento diante de sinais como febre persistente, dificuldade para respirar e queda na saturação, sobretudo em crianças pequenas e idosos.