Mais de 400 estudantes das redes pública e privada visitaram o Palácio da Justiça, em Rio Branco, entre os dias 18 e 26 de maio, durante a programação da 24ª Semana Nacional de Museus. A iniciativa do Centro Cultural do Tribunal de Justiça do Acre reuniu atividades educativas, debates e exposições para aproximar os alunos da história do Judiciário e do patrimônio cultural acreano.
As visitas levaram ao espaço turmas de diferentes escolas, entre elas a Escola Estadual Rural Santa Fé, de Porto Acre, formada em grande parte por alunos ribeirinhos. No percurso guiado, os estudantes conheceram documentos, objetos e registros ligados à formação do Acre e à trajetória da Justiça no estado. O desembargador emérito Pedro Ranzi participou da atividade e relembrou experiências do período em que atuava como “juiz de barranco”, enquanto o servidor Alexandre Oliveira apresentou detalhes do acervo preservado no prédio histórico.
A programação também abriu espaço para discussão sobre memória e preservação cultural. No dia 25 de maio, o auditório do Palácio da Justiça recebeu a mesa-redonda “Entre o Material e o Imaterial – Desafios da Preservação do Patrimônio no Acre”, seguida da exibição de um minidocumentário produzido por um projeto de extensão do curso de História da Universidade Federal do Acre.
O encerramento contou com a atividade educativa “Entre Terra e Memória: Entendendo os Geoglifos do Acre”, acompanhada de uma mostra fotográfica sobre sítios arqueológicos do estado. A proposta foi ampliar o contato dos visitantes com diferentes dimensões da memória acreana, ligando a história institucional do Judiciário a outros marcos da formação cultural da região.
Com a participação das escolas, o Palácio da Justiça reforçou o papel do espaço como centro de preservação histórica e educação patrimonial. A ação também inseriu o acervo do Judiciário na agenda da Semana Nacional de Museus e ampliou o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos ligados à memória, à cultura e à identidade do Acre.